Greve dos servidores de Taubaté continua e categoria realiza manifestação na Avenida do Povo

Trabalhadores municipais seguem mobilizados enquanto aguardam nova proposta da Prefeitura; Justiça determina manutenção de 70% do efetivo em atividade


Servidores municipais de Taubaté realizaram uma manifestação na Avenida do Povo na manhã desta segunda-feira (8), marcando o início de mais uma semana de mobilização da categoria. A greve dos servidores de Taubaté segue em andamento após impasses nas negociações salariais com a administração municipal.

A paralisação começou no dia 2 de junho e, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Taubaté (Sindserv), os trabalhadores permanecem mobilizados enquanto aguardam uma nova proposta da Prefeitura, incluindo a reposição inflacionária das perdas acumuladas nos últimos dois anos.

Em nota, a Prefeitura informou que continua aberta ao diálogo com o sindicato e que se colocou à disposição para uma reunião com o presidente da Câmara Municipal nesta segunda-feira. A administração também destacou que espera manter o funcionamento dos serviços públicos, respeitando a decisão judicial que determina um efetivo mínimo de 70% dos servidores em atividade.

Mesmo com a determinação, a Prefeitura informou que alguns setores podem continuar sofrendo impactos parciais, especialmente áreas da educação em Taubaté e da atenção básica da saúde, devido à necessidade de remanejamento de equipes e adequações operacionais.

Entre as principais reivindicações apresentadas pela categoria estão a reposição inflacionária de 9,43%, implantação do auxílio transporte, reajuste do vale alimentação, revisão da base de cálculo para progressão de carreira, regularização dos adicionais de insalubridade, periculosidade e risco de vida, além da melhoria das condições de trabalho nas repartições públicas.

Os servidores também reivindicam a implementação do chamado "Descongela", o descongelamento da licença prêmio e a revisão da contribuição previdenciária dos aposentados.

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que ao menos 70% dos servidores municipais permaneçam em atividade durante o movimento grevista. A medida atende a um pedido da Prefeitura, que argumentou a necessidade de garantir a continuidade de serviços considerados essenciais, como o combate à dengue e a manutenção da merenda escolar.

A decisão prevê multa diária de R$ 20 mil por categoria em caso de descumprimento da determinação. O Judiciário também proibiu bloqueios em repartições públicas ou ações que impeçam o acesso de servidores que não aderiram à paralisação.

Uma audiência de conciliação entre a Prefeitura e o sindicato está agendada para o dia 15 de junho.

Na área da educação, a administração municipal informou que realizou o remanejamento de profissionais para manter o atendimento nas escolas, com atividades adaptadas, ações recreativas e manutenção dos serviços de alimentação e zeladoria.

Na saúde, as unidades terceirizadas, incluindo as UPAs, Samu, Pronto Socorro Municipal e Hospital Municipal Universitário de Taubaté, seguem funcionando normalmente. Algumas Unidades Básicas de Saúde operam com atendimento reduzido, conforme a adesão dos servidores ao movimento.

Os demais serviços municipais seguem sendo monitorados pelas secretarias responsáveis, com prioridade para áreas consideradas essenciais.

A Prefeitura reafirmou que respeita o direito constitucional de greve e informou que continuará buscando alternativas para minimizar os impactos à população enquanto mantém abertas as negociações com a categoria.